Se estás desiludido com a tua vida em família

Podemos desiludir-nos com as coisas: fazemos uma apreciação acerca delas e usamos o caixote do lixo. As pessoas, porém, não são para julgar, mas para que ajudemos a construi-las, para que ajudem a construir-nos, para construirmos alguma coisa em conjunto. Se o teu amigo te desiludiu, acusa-te a ti mesmo, porque era tarefa tua torná-lo mais nobre. Se estás desiludido com a tua vida em família, lembra-te de que ela foi a tua construção. E recomeça no ponto em que começaste a falhar.

 

(Paulo Geraldo)

Cultura de morte

Quando se pretende tirar Deus da política, acabar-se-á sempre por se viver uma história de terror, tal como o foi o fundamentalismo laicista da Revolução Francesa com as suas guilhotinas, ou o fundamentalismo laicista dos Nazis, com as câmaras do gás, ou o fundamentalismo laicista dos comunistas com os campos de concentração, ou o fundamentalismo laicista dos defensores do aborto, não só na América, como na Europa modernas.

O que vemos de comum nestes casos da nossa História é a cultura da morte que matou milhões de seres humanos.

(Alexandre Soljenitsin, 1918-2008, prémio Nobel de Literatura em 1970)

Amor e Orgulho

Fala-se nestes dias muito de amor de forma tão ensurdecedora que não o reconheço.
O amor, na minha experiência, não é orgulho mas discrição; dá-se sem se querer fazer notar, todos os dias, a cada dia, em cada gesto, em todos os gestos.
O amor é mais trabalho que festa. É trabalho que é festa.
O amor é mais pequeno que grande. Quando mais pequeno, mais grande fica.
O amor é humilde. Não exige direitos, não dá opinião, não argumenta, não quer ter razão.
O amor silencia e não exalta. É mais silêncio que palavra.
O amor é ordeiro. É acção ponderada e livre, é escolha e compromisso, é obediência.
O amor é sacrifício, tantas vezes pouco colorido e difícil de viver.
O amor é paciente. Encontra, conhece, espera e aprende.
O que for que se anda a festejar, se é amor, não o reconheço.

(Inês Dias da Silva)

Serei o teu porto seguro

– Serei o teu porto seguro.
– O que é que isso significa?
– Precisas de um lugar onde não precises de ser tu. Onde não precises de decidir tudo sozinha e alcançares o que os outros esperam de ti. Precisas de um lugar onde possas desmoronar.
Eu serei esse lugar. Sempre que precisares. Para a eternidade.

(Isa Mestre)

Tornar possível o que parece impossível

Num país onde existe uma cultura em que o que as pessoas mais gostam é de explicar porque é que é impossível, eu gosto de tornar possível o que parece impossível.

(Maria José Nogueira Pinto)

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