Amor e Orgulho

Fala-se nestes dias muito de amor de forma tão ensurdecedora que não o reconheço.
O amor, na minha experiência, não é orgulho mas discrição; dá-se sem se querer fazer notar, todos os dias, a cada dia, em cada gesto, em todos os gestos.
O amor é mais trabalho que festa. É trabalho que é festa.
O amor é mais pequeno que grande. Quando mais pequeno, mais grande fica.
O amor é humilde. Não exige direitos, não dá opinião, não argumenta, não quer ter razão.
O amor silencia e não exalta. É mais silêncio que palavra.
O amor é ordeiro. É acção ponderada e livre, é escolha e compromisso, é obediência.
O amor é sacrifício, tantas vezes pouco colorido e difícil de viver.
O amor é paciente. Encontra, conhece, espera e aprende.
O que for que se anda a festejar, se é amor, não o reconheço.

(Inês Dias da Silva)

O que sou e posso ser depende apenas das minhas ações

O que sou e posso ser depende apenas das minhas ações.

Existe um infinito de sonhos que se estende diante de mim… à espera que eu seja capaz de escolher, construir e percorrer os caminhos que me levarão ao melhor de mim. Essa é a minha missão. Dar ao mundo o melhor que sou.

Afinal, o melhor de mim não é para mim.

(José Luís Nunes Martins)

A pérola preciosa das nossas vidas

“Sair de si” é a pérola preciosa das nossas vidas. E aquele que nunca saiu da concha ainda nem sequer viveu.
Quanto mais dou, mais recebo.
Quanto mais procuro entender, mais me compreendo a mim próprio.
Quanto mais ajudo, mais sou ajudado.
E quanto mais me perder em benefício dos outros, mais me encontro.

(Vasco P. Magalhães)

Desligar a criança do amor

Desligar a criança do amor é, na nossa espécie, um erro metodológico: contracepção, que é fazer amor sem fazer uma criança; fertilização artificial (in vitro), que é fazer uma criança sem fazer amor; aborto, que é desfazer a criança; e pornografia, que é desfazer o amor: tudo isto, em graus variados, é incompatível com a lei natural.

(Jerôme Lejeune)

Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos

Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos, que pode desaparecer. O verdadeiro carinho cresce na medida em que os dois estão mais unidos, porque partilham mais. Mas para partilhar é preciso dar. Dar é a chave do amor. Amor significa sempre entrega, dar-se ao outro. Só pelo sacrifício se conserva o amor mútuo, porque é preciso aprender a passar por alto os defeitos, a perdoar uma e outra vez, a não devolver mal por mal, a não dar importância a uma frase desagradável, etc. Por isso o amor também significa exceder-se, fazer mais do que é devido.

(J. L. Lorda)