Agir de modo contrário à sua consciência

Não se deve obrigar ninguém a agir de modo contrário à sua consciência. Mas isso não quer dizer que todas as decisões tomadas em consciência sejam correctas, ou que todas as opiniões tenham o mesmo valor. Mesmo com muito boa vontade, todos podemos errar, por falta de conhecimentos, ou por não querermos equacionar bem as coisas. De fora, podem ver com mais objectividade e explicar-nos onde erramos. O que não podem é obrigar-nos a vê-lo. Deve respeitar-se a liberdade das consciências, isto é respeitar o processo pelo qual cada um chega a ver o que deve fazer.

(Juan Luis Lorda)

A ignorância deixa a consciência às escuras

A ignorância deixa a consciência às escuras: não pode decidir bem porque lhe faltam as bases; porque está deformada ou porque foi pouca formada, fica condicionada por qualquer influência ou ideia. Também as várias manifestações da fraqueza pressionam ou abafam a voz da consciência, quer por acção das paixões desordenadas, quer por causa da preguiça.

(Juan Luis Lorda)

Quando vemos em nós um monstro

Que fazer quando a consciência não se cala, quando já não suportamos mais uma certa podridão que sentimos cá dentro, quando todos os argumentos que desenhámos já não nos dão sossego, quando nos assalta uma amargura infinita e vemos em nós um monstro?
Chega um momento em que sentimos necessidade de um banho interior que nos limpe, de um fogo que nos purifique. Que fazer? Existirá uma coisa assim, capaz de tocar o intocável? Haverá uma solução que impeça o desespero? Existirá qualquer coisa que torne possível começar realmente uma vida nova? Pode-se voltar a ser criança, ter de novo os olhos limpos?
Não descobri outra coisa senão aquilo a que os cristãos chamam o sacramento da Confissão.

(Paulo Geraldo)

Um peso esmagador

Levo dentro de mim mesmo um peso esmagador: o peso das riquezas que não dei aos outros.

(Tagore)