«O rancor é o descontentamento fundamental do homem consigo mesmo, que se vinga, por assim dizer, no outro, porque através dele não lhe chega aquilo que todavia só lhe pode ser concedido com uma nova abertura da própria alma.
( Joseph Ratzinger)
É urgente repetir isto até que seja entendido: a fraternidade, o amor, a entrega, não são bens de acréscimo para o homem ser santo ou perfeito. São a essência do homem. O homem como indivíduo solitário não é homem. O homem só é homem quando vive em comunidade e para a comunidade. Quando serve a alguém. Quando ama alguém. Só então é que nasce como ser humano.
(José Luis Martin Descalzo)
E o fim de tudo é o facto de eu ter que perdoar-te. Tenho que fazê-lo. Não escrevo esta carta para pôr amargura no teu coração, mas para a tirar do meu. Por mim próprio, tenho que perdoar-te. Não podemos manter constantemente uma víbora no peito, para nos alimentar, nem levantar-nos de noite para semear espinhos no jardim da alma. Não me será difícil fazê-lo, se me ajudares um pouco.
(Oscar Wilde, in De Profundis)
Cala-te sempre que sintas dentro de ti o referver da indignação. – Ainda que estejas justissimamente irado. – Porque, apesar da tua discrição, nesses instantes sempre dizes mais do que o que querias dizer.
(Josemaria Escrivá)
De calar-te não te arrependerás nunca; de falar, muitas vezes.
(Josemaria Escrivá)
Logo que soltas a palavra, ficas sujeito a ela. Mas enquanto não a soltares és dono dela.
(Provérbio árabe)