Desfazendo a família, desfaz-se a sociedade inteira. A família é anterior e superior à sociedade, tal como a sociedade é anterior ao Estado. Sem pessoa não há família. Mas sem família a pessoa quebra, não amadurece ou estrutura-se mal. Sem família não há sociedade. Sem sociedade não há Estado. O próprio futuro e sobrevivência do Estado dependem da família.
(Aquilino Polaino-Lorente)
Podemos usar um objecto e deitá-lo fora quando já não nos convém, mas a relação verdadeira entre pessoas exige criar laços, mais ou menos profundos, e, depois, respeitá-los. Talvez uma das causas de o mundo estar tão triste seja que tentamos lidar com as pessoas como com as coisas. Talvez isto tenha contribuído para que andemos tão perdidos, tão sem saber onde estamos. Usando as pessoas e, depois, talvez desiludidos, desfazendo-nos delas, começámos por perder o calor e a luz da amizade – que praticamente desapareceu da face da terra. E, agora, estamos a perder a família.
(Paulo Geraldo)
Sem família não há pessoa. Se nos interrogarmos “quem sou eu? responderemos, usando a memória, “eu sou filho de…”, e depois nomearemos as pessoas de quem nascemos: a mãe e o pai, ou seja, as pessoas que nos deram a origem e o ser.
(Aquilino Polaino-Lorente)
Quem vive para a família é habitado por ela e torna-se maior e faz o que nunca faria se vivesse para si mesmo.
(Paulo Geraldo)
A moral tem muito que ver com a beleza. A beleza da moral sexual capta-se muito melhor olhando para o que é a família. Só quando se descobre a grandeza deste bem é que se entende que lhe estejam subordinados tantos outros e, em particular, o prazer sexual.
(Juan Luis Lorda)
A família constitui não só a origem do nosso ser, mas também o lugar em que este se abriga. A família está interiorizada na pessoa. A família forma parte da identidade pessoal de cada filho, dessa identidade que – para além das várias e possíveis mudanças que acontecem na trajectória biográfica da pessoa – a acompanha do berço até à sepultura.
(Aquilino Polaino-Lorente)