Quando se pretende tirar Deus da política, acabar-se-á sempre por se viver uma história de terror, tal como o foi o fundamentalismo laicista da Revolução Francesa com as suas guilhotinas, ou o fundamentalismo laicista dos Nazis, com as câmaras do gás, ou o fundamentalismo laicista dos comunistas com os campos de concentração, ou o fundamentalismo laicista dos defensores do aborto, não só na América, como na Europa modernas.
O que vemos de comum nestes casos da nossa História é a cultura da morte que matou milhões de seres humanos.
(Alexandre Soljenitsin, 1918-2008, prémio Nobel de Literatura em 1970)
Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas.
Os ladrões que mais merecem este título, são aqueles a quem os Reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.
Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos.
Os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo.
Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam.
Padre António Vieira – Sermão do Bom Ladrão (1655)
Proferido na Igreja da Misericórdia de Lisboa, perante o Rei D. João IV, a sua corte e os maiores dignitários do reino.
A gargalhada nem é um raciocínio, nem uma ideia, nem um sentimento, nem uma crítica: nem é o desdém, nem é a indignação; nem julga, nem repele, nem pensa; não cria nada, destrói tudo, não responde por coisa alguma! E no entanto é o único inventário do mundo político em Portugal.
Um governo decreta? Gargalhada. Fala? Gargalhada. Reprime? Gargalhada. Cai? Gargalhada. E sempre a política, aqui, ou pensando, ou criando, ou liberal ou opressiva, terá em redor dela, diante dela, sobre ela, envolvendo-a, como a palpitação de asas de uma ave monstruosa, sempre, perpetuamente, vibrante, cruel, implacável – a gargalhada!
(Eça de Queiroz, in Uma campanha alegre)
Os povos têm os governantes que merecem; e, quando o governo é democrático, este mecanismo é ainda referendado pela soma dos votos. Quando os malvados e os palermas chegam democraticamente ao poder, pode dizer-se sem ponta de dúvida que a sociedade atingiu o grau mais abjecto de corrupção; pois, se elevar o que é por natureza inferior é sempre uma monstruosidade, quando essa elevação se obtém por vontade popular, somos forçados a concluir que a monstruosidade está enquistada no próprio sistema.
(Juan Manuel de Prada, in A Nova Tirania)
Um estado é mais bem governado por um homem bom do que por umas boas leis.
(Aristóteles)
Quem quiser governar bem um país, deve primeiro governar a sua cidade. Quem quiser governar bem a sua cidade, deve aprender a governar primeiro a sua família; e quem quiser governar bem a sua família deve aprender primeiro a governar bem a si próprio.
(Confúcio)